Desenvolva afeição pela natureza

Hoje em dia cada vez mais pessoas estão procurando se reconciliar com a natureza.
Indivíduos largam seus empregos nas grandes cidades, compram terrenos na zona rural e passam a se dedicar à agrofloresta, à produção de café sustentável, à meliponicultura, etc. Ou simplesmente preparam, em casa, um canteiro no quintal para cultivar flores ou plantas comestíveis não convencionais – taioba, azedinha, tansagem…
E isso tudo é maravilhoso. Por quê? Quando você entra em contato com a natureza, planta sementes, preocupa-se com a chuva – falta ou excesso –, observa as variações das estações, você não está compromissado somente com o ato de cultivar, mas passa também a saborear o tempo, o esforço dedicado à essa atividade e, em consequência, desenvolve, dia a dia, respeito pela natureza, sentindo gratidão por todos os dias, mesmo os mais rotineiros, pois a felicidade pode ser encontrada naquilo que não tem nada de extraordinário: desfrutar da sombra de uma árvore no jardim, alegrar-se com um prato de vegetais colhidos na horta doméstica…
Mais do que nunca somos convidados a criar laços com o meio ambiente, fazer as pazes com nosso entorno, assumindo, de um jeito ou de outro, experiências de cuidado, atos de atenção relacionados ao mundo natural, pois é isso que nos fortalece e nos impele a viver mais equilibrados, saudáveis e alegres.
Quando mais cindidos da natureza, mais vulneráveis somos à indiferença, ao estresse, às emoções difíceis – raiva, medo, tristeza… –, estimulando estados irritadiços, desorganização mental, criando oportunidades para o surgimento de doenças. De outra parte, os benefícios da natureza no bem-estar das pessoas estão cientificamente comprovados e, por isso, cada vez mais, estabelecer rotinas com o mundo natural é fonte de saúde e de felicidade.
Passar tempo na natureza nos faz bem: espaços com árvores, luz natural, flores, plantas, entre outros elementos, ativam sentidos, favorecem a saúde do corpo, brindam um suporte mental/emocional.
Aquele que deseja viver bem, portanto, urge desenvolver – de forma atenta e determinada – afeição pela natureza.
Cariños, Eugênia Pickina

Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento.Adélia Prado

Imagem: James Lee/Unsplash