Alegria, alegria

Um dos maiores presentes que podemos nos oferecer é investir na alegria.
Muitos vivem em busca de felicidade, mas tal anseio, no geral mal-entendido, acaba por causar, no dia a dia, impaciência, irritação, temor, tristeza, desânimo…

A cada novo dia podemos tomar a decisão de experimentar alegria. Essa atitude persistente nos ajudará a reconhecer o valor de tudo o que temos, abrindo-nos também à percepção da transitoriedade de todas as coisas.

Quando respiramos, comemos, caminhamos, conversamos, trabalhamos, convivemos, orientados por um estado interno de alegria, naturalmente nos pomos a uma distância segura da ansiedade, da raiva, da frustração, ajudando a harmonia irradiar-se dentro de nós mesmos e ao nosso redor.

Nós podemos estar repletos de grandes intenções, mas se não insistimos em praticar a alegria, com facilidade nos tornamos reféns das emoções difíceis, pesadas, elas que nos dominam rapidamente, atrapalhando a reconciliação com nosso próprio coração, mente, rotina e vizinhança.

Enquanto nos queixamos ou nos conservamos negativos, mais dificuldade temos para enxergar as oportunidades de alegria que estão bem à nossa frente – seja tomar café da manhã, andar na rua, conversar com um amigo, cultivar uma flor…

Com a prática da alegria, crescemos naturalmente em resiliência, compreensão e paz, dando um significado mais profundo às nossas vidas.
Cariños, Eugenia Pickina

Fui terapeuta por vários anos. Ouvi os sofrimentos de muitas pessoas, cada um de um jeito. Mas por detrás de todas as queixas havia um único desejo: alegria. Quem tem alegria está em paz com o Universo, sente que a vida faz sentido. Rubem Alves
Notinhas
Há quatro emoções básicas: medo, raiva, tristeza, alegria. Por sua vez, a alegria é certamente, de todas as emoções básicas, a mais positiva: está associada de forma direta com o prazer e a felicidade.
Para cultivar a alegria, busque: deixar o passado no passado; estar atento ao presente (fazer-se presente); meditar; praticar exercícios de modo regular; evitar pessoas/conversas tóxicas; observar o que está a consumir a cada dia (alimentos/bebidas, leituras, músicas, redes sociais/uso do celular); treinar a gratidão; procurar extrair a alegria inerente às pequenas coisas cotidianas: abraçar um filho, escutar um amigo, tomar um sorvete, andar num parque, descansar sob uma árvore, nutrir-se com uma rica leitura , ver um bom filme, ouvir uma música que toca o coração, e, ainda, sorrir, pois a insistência do sorriso é uma atitude terapêutica.