Alegria simplesmente

Em nossa vida cotidiana, cada um de nós pode cultivar a alegria.
Tudo precisa de alimento para viver, até mesmo a alegria, senão ela mingua ou degenera para estados pessimistas, difíceis.
A vida nem sempre é um mar de rosas. Mas quando procuramos conservar uma paisagem íntima de contentamento, dispomos de resiliência para aguentar os golpes, temos mais chance de fazer nosso melhor e contar com mais confiança para seguir em frente.
Ainda que muitos sejam céticos, a alegria não é uma falácia, muito menos é ingênua. Emoção positiva, é potência que nos impele a fazer racionalmente escolhas que se oponham à nossa oferta diária de paixões tristes.
De uma maneira alegre, sem se guiar pela opinião dos outros, é possível experimentar a vida sem exigir demais. Por que não se desapegar de certas coisas desimportantes e diminuir as preocupações?
A questão é fazer cotidianamente as coisas sem pressa, sem impaciência, e com a mente aberta. Quando habitamos o momento presente, nosso eu alegre pode se revelar e a vida se torna bem menos tensa.
Notas de viagem, Eugênia Pickina

Notinha
No propósito de cultivar a alegria, procure: contentar-se com o aqui agora; estar em contato com a natureza; abrir mão de viver segundo a expectativa dos outros; tornar-se responsável pelos próprios atos; não se comparar; ter acesso a bons livros; transformar pensamentos negativos em positivos. Ademais, e a qualquer momento, se as coisas não estiverem fluindo, pare, busque um local silencioso, respire lentamente e faça a si mesmo a seguinte pergunta: como posso cuidar melhor de mim agora mesmo?