Gentileza


Oh! Não há nada como um pé depois do outro
… Mario Quintana

Ah! Uma palavra importante que procuro ensaiar todos os dias: gentileza. Sim. Gentileza que é indispensável para que cada um se inicie na urbanidade. De nos levar a resistir adular ou outras vezes jogar pedras sem dó.
E de tanto repetir a gentileza, quem sabe?, nos adaptaremos a ela, segundo uma prática virtuosa, que nos poupará ser rudes, levianos, inoportunos. Seremos, sem esquecer de acontecer, as mulheres e os homens elegantes.
Não entendeu? Porque estamos vivos e precisamos uns dos outros. Gentileza para apreciar com atenção o dia ou escutar com interesse sincero a vizinha contar, sem rasgar, o que lhe palpita o coração ou lhe assusta nas misteriosas andanças. Mas veja bem: gentileza não implica complacência. Ou ainda acredita que é fácil ser gentil e ao mesmo tempo ser autêntico?
O que me dá esperança é que a gentileza, além de causar alegria, é bálsamo bendito que alivia o caos contemporâneo. E, por isso, essa é a capacidade que devemos com obstinação aprender a cultivar. Porque o mais surpreendente é que, quando somos gentis, nosso coração se mantém mais intacto e a vida simplesmente mais bonita.
Eugênia Pickina, notas de viagem

Notinha
Muitas vezes nossas boas intenções não são suficientes. Precisamos ser determinados e engenhosos para colocar em prática nosso desejo de harmonia ou felicidade cotidiana. Assim, conversar, trabalhar, comer, tudo pode ser uma oportunidade de praticarmos a criação de boas coisas dentro de nós mesmos e à nossa volta, explica Thich Nhat Hanh, em “A Arte de Amar”. Afinal, nossos hábitos dão direção e contornos à nossa realidade e, por isso, quando nos pomos em contato com as maravilhas da vida, como a decisão de fazer da gentileza um prática cotidiana, naturalmente nos sentimos mais felizes.